sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Paixão

Vamos.Vamos logo subir esta escada que leva o amor ao último andar.
Estamos descalços e o mármore gela nossos pés.Sobe pelo corpo o tremor do castelo que desmorona.Então vamos.Segura firme no corrimão.Respire fundo.Subir tão alto dá vertigem e olhar para trás deixaria-nos cegos.
Os erros são Medusas intransigentes,arrancam as nossas lembranças boas e tatuam os desforos e mágoas.
Por isso:Marche!Ainda estou contigo.
Para ir até o fim da Paixão deve-se estar acompanhado.
Sinta meu perfume enquanto o vento do Tempo sopra esse bafo de mudança.
Se quiser dou-lhe o braço.Entaremos no Salão da Grande Dança.
A quadrilha dos desfortunados só começa quando o Poeta recita a dor de um adeus.


13 comentários:

Poeta Mauro Rocha disse...

Saudade de teus textos e como sempre com muito primor, paixão e eloquência.

Um ótimo fim de semana.

Evandro Varella disse...

Ana,
Que imagem genial essa que você criou "Os erros são Medusas intransigentes, arrancam as nossas lembraqnças boas e tatuam os desforos e mágoas"

Adorei!!!

Abraços

Vavá

Cláudia Gonçalves disse...

Adoro o modo como publica.

Mas o trecho: A quadrilha dos desafortunados ... é lindo!

Parabéns.

Bjo.

BRUNO LEONARDO disse...

Oi,linda
Sem palavras!Seus textos são ótimos!Sempre adoro.

grande beijo

João da Silva disse...

Que texto maravilhoso!
"Os erros são Medusas intransigentes,arrancam as nossas lembranças boas e tatuam os desforos e mágoas..."
Que sorte a minha conhecer o seu blog!
Beijos carinhosos do João

Nilson Barcelli disse...

Cara amiga, estou a aplaudir de pé depois de ter lido este excelente texto/poema.
Parabéns pela sua criatividade.
Beijinhos.

Daniela Milagres disse...

Querida, bom encontrar tantas palavras belas... Parabéns!

Jorge Cardoso disse...

subida nos degraus do pensamento intimo e discreto.

subida para as palavras que entusiasmam o encontro a dois.

subida no corrimão da vertigem prosaica até nós mesmos.

beijinho...

[Farelos e Sílabas] disse...

...

Sobe, anda, escreve: lindo texto!
Pronto. Foi apenas um registro...
Meu-próprio. Inteiro.

...

Antonio Ximenes disse...

O poeta vive de recitar despedidas... mas nunca consegue ir embora.

Até na hora do derradeiro suspiro da partida... ainda deixa nos escritos uma semente de renascimento constante.

O poeta vive em cada verso deixado... cada palavra doce proferida... cada despedida recitada.

Abração.

Pedro disse...

fantástico o último verso. Maldita quadrilha.

Beijo.

R.Vinicius disse...

O poeta a cantar o adeus, doí. Você tem talento e és sensível, gosto da combinação.

Abraço,

R.Vinicius

Dona Moça disse...

Desculpem,
Esse texto não é da Fernanda Young?
Eu acho que sim!