Faz falta a saudade Não é que se queira viver sob sua roda,
moída,doída,encharcada pela
mancha atlântica,
que descobre o rosto,
enegrece o ritmo,
salga a boca,
cobre os olhos com intensos rios.
Se eu pudesse
dela escapar
se me fosse possível
sentar num pátio
onde ela não viesse
incomodar-me com sua boca aberta,
querendo-me devorar
na caverna de sua morada!
Não.Não.
Ela vem
Como um trem,
a parar-me o passo
aqui e ali,
e tonta pelo zumbido de sua música,
perco-me em Chopins diários
e fico simplesmente pequena
Faz falta a saudade
Mas só depois que tudo murchou.


