quarta-feira, 11 de junho de 2008

Chegada

O poema não vem.Há febre nos dedos,vertigem na mão,coração trotando,fuzilando e o poema não vem.

Só,carente de versos,entristeço-me no barro da perda,disponho de mim,sem ter-me,ser-me ,porque não sou quando o poema não vem.


Na sala redonda.sem frutos,vejo intensamente rostos iguais:monotonia de lábios,tolos olhos que piscam desnobremente como se tudo já tivessem visto.


Fecho os olhos.surge a mancha branca da vida.Igual à de ontem,modelos das seguintes,traçadas por uma que gira no espaço de um suspiro.Pronto!O poema chegou!

19 comentários:

Ricardo Soares disse...

o poema não cresce de repente, ele brota aos poucos... muitas vezes não vinga , desaparece... mas está latente quando se vive o presente...bj

Fernando Rozano disse...

escrita fascinante pelo encontro preciso e rico das palavras, que contam histórias em cada uma delas e em todas, até encontrarem o poema. belo. abraços.

Poeta Mauro Rocha disse...

Peça para o poema entrar, sirva-lhe um café ou chá e vamos saborear...

bonito texto!!!

BJ..

MAURO ROCHA

Nadja Reis disse...

Belo texto!Olha,sobre os problemas no seu blog,talvez sejam problemas no home mesmo! bjosss

Three Love's disse...

confesso...
cheguei aqui enfeitiçado pelo seu olhar naquela foto,
e quando cheguei,
vi que aquela voz quase inaudível
tem razão,
que lugar lindo é esse.

seu texto,
a tristeza pelo poema que não vem,
seu blog,
tudo transpira uma leveza
que bem se vê no seu olhar.

b.e.i.j.o.s.

(posso voltar?)

Paula Basques disse...

E quando é lindo assim, nem precisa avisar que vai chegar...

Mari disse...

E...chegou chegando,né?
Lindo,como sempre!!

Beijos,querida

Tâmara disse...

imagina so se o pema viesse?

Beijos e Feliz dia dos namorados!

O Profeta disse...

Chegou contigo o poema...Deusa da poesia...


Doce beijo

Andréia disse...

Agora é só recepcioná-lo bem para n ter pressa de ir embora

beijos

Antonio Ximenes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Antonio Ximenes disse...
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Antonio Ximenes disse...

Aninha.

O Poema caminha quietinho... sussurrante... procurando não chamar a atenção... até chegar a hora exata para o susto.

Sorrateiro... o verso encanta na surpresa que a palavra desenhada proporciona.

Olhos fechados ou abertos... não importa... ele vem involuntariamente... e te condena a ser com ele... a própria Poesia.

Abração forte procê.

BRUNO LEONARDO disse...

Oi,linda

Por que vc fica a espera da chegada da poesia?
Tem gente legal que gostaria de chegar...Mmmm!!

Beijos

Tarco Rosa disse...

O velho embate entre quem escreve e texto... Passei pra atualizar a leitura. Um grande abraço

Ricardo Rayol disse...

podemos ser mesmo sem a inspiração poética dos versos.

Noslen ed azuos disse...

Este poema fez charme em! Te levou para lá, para cá; mas não resistiu ao seu talento.

Bjim
NS

Sr do Vale disse...

Aninha, como faço pra enviar "Aninha na visão de Sr.do Vale"?

Sr do Vale disse...

Aninha, fiz uma intervenção em seu retrato, assim como já fiz pra outras pessoas, por isso preciso do e-mail para enviar-lhe.

Abraços.